domingo, março 25, 2007

Fluviário de Mora




Foi inaugurado na semana passada o Fluviário de Mora. Este é um projecto único na Europa e só existem três semelhantes em todo o mundo. Situado no Parque do Gameiro, a alguns quilómetros da sede de concelho, o Fluviário custou mais de seis milhões de euros e resulta de uma parceria entre o município e o Oceanário de Lisboa, com a colaboração de outras entidades. O complexo inclui ainda um restaurante, galeria multimédia, sala de exposições temporárias, biblioteca e laboratório. No total, contém 74 espécies animais, incluindo piranhas, rãs venenosas, cágados, uma anaconda e dois casais de lontras asiáticas.
Este projecto é de facto bastante intressante e noto pela positiva o facto de ser desenvolvido, numa zona sem ser as grandes metrópoles do país , onde normalmente se centra toda a oferta.

quarta-feira, março 21, 2007

Referendo ao aborto

O referendo ao aborto foi já há dois meses. Para isto que escrevo nem intressa muito qual foi o resultado, pois pensaria da mesma forma se o não tivesse ganho. O que me faz confusão é a questão de um referendo, seja este, ou outro qualquer, ser ou não vinculativo.O estado gasta milhares de euros, milhões de eleitores vão votar, apura-se um resultado e depois se 50% dos eleitores não votarem o referendo não é vinculativo. Então isto não é uma forma de beneficiar todos aqueles desinteressados, a quem nada intressa, indo contra aqueles que foram expressar a sua opinião??

domingo, fevereiro 25, 2007

quinta-feira, dezembro 14, 2006

Maria José Morgado chefia investigações

Maria José Morgado vai dirigir todos os processos relacionados com o processo Apito Dourado. Esta é uma noticia que credibiliza o novo procurador e parece que finalmente se acordou verdadeiramente para o problema. Pode ser que agora as coisas se comecem a clarificar, porque pessoalmente tenho uma imagem bastante positiva desta magistrada, que já deu claras mostras de ser isenta. Já não há paciência para este futebol e depois ainda se admiram das fracas assistências...

segunda-feira, dezembro 11, 2006

3 perguntas que faço a mim mesmo...

-Como é possível algúem chorar pela morte do cruel ditador Pinochet, às mãos do qual foram torturados e mortos milhares de chilenos?
-Porque vota Maria José Nogueira Pinto a favor do orçamento para a Câmara Municipal de Lisboa quando afirmou publicamente que era um mau orçamento?
-Será desta que Pinto da Costa vai dentro?

sábado, novembro 11, 2006

Será desta que caí o bloqueio?

Foi aprovada na quarta-feira passada mais um resolução a condenar o bloqueio criminoso dos E.U.A a Cuba. A resolução foi aprovada com 183 votos favoráveis, sendo os únicos votos contra dos E.U.A , de Isrrael e das Ilhas Marshell (porque será?) .De recordar que esta é já a 15ª resolução desde 1992 a condenar este bloqueio de 45 anos, e que na primeira resolução apenas votaram favoravelmente 52 países, o que mostra uma clara evolução no pensamento. Numa altura em que os democratas ganham terreno nos E.U.A e onde parece que Bush vê já o fim do seu reinado (assim esperamos e rápido), será que esta vai ser uma prendapara o 80º aniversário de Fidel e que vai ser comemorado em 5 de Dezembro, e onde se espera o seu reaparecimento em público?

segunda-feira, outubro 30, 2006

Adeptos do Celtic não deixarão Féher caminhar sozinho

Os adeptos do Celtic de Glasgow prepararam uma homenagem ao malogrado Miki Fehér, para a deslocação da formação escocesa ao Estádio da Luz, no próximo dia 1 de Novembro, na 4ª jornada do Grupo F da Liga dos Campeões.Sensibilizado com a trágica morte do avançado húngaro, em 2004, um grupo de adeptos promoveu uma iniciativa que passa pela apresentação de uma faixa de oito metros, durante o encontro. A mítica frase «You will never walk alone» será traduzida para português e, após o apito final, a faixa será entregue aos benfiquistas.Os fundos excedentes, recolhidos para esta iniciativa, serão doados a um hospital de Lisboa. «É um gesto fantástico dos nossos adeptos e um exemplo do que são os adeptos do Celtic. A sua conduta na Europa já foi reconhecida pela UEFA e FIFA, que lhes atribuíram dois prémios de Fair Play», disse o director executivo do clube, Peter Lawell.

domingo, outubro 08, 2006

Numa época sem valores, sabe bem recordar grandes sonhadores....


É o símbolo da luta contra o salazarismo. Com um inflexível código de honra, iniciou a actividade revolucionária quando estudava na Faculdade de Direito de Lisboa. Preso pela PIDE durante 11 anos, foi eleito secretário-geral do PCP em 1961. Cunhal era um expoente de inteligência e astúcia. Por nascimento e educação nunca deixou de ser um aristocrata, mas abdicou de tudo em prol de um ideal. "Teve uma fidelidade inquebrantável aos valores em que acreditava, mesmo quando estavam a ruir por completo", lembra João Soares, deputado do PS. Ministro sem pasta dos primeiros quatro Governos do pós-25 de Abril. Autor de vasta bibliografia.
Há vidas que se confirmam à custa de rupturas. A de Álvaro Barreirinhas Cunhal é uma delas. "Por nascimento e educação, ele nunca deixará de ser um aristocrata. Por mais que se misture com o povo e aprenda a gostar de sardinhas assadas e tinto do barril, terá sempre um porte fidalgo", escreveu, em Abril de 1996, o escritor Mário de Carvalho. Cunhal nasceu na freguesia da Sé Nova, em Coimbra, no dia 10 de Novembro de 1913. A sua infância foi vivida em Seia, terra do seu pai. Liberal e republicano, o pai nunca foi comunista. Era advogado de província nas horas livres, pintava e escrevia, tendo mesmo publicado cinco livros - "Senalonga", "Nevrose" e três peças teatrais -, sob o pseudónimo de Jorge Serôdio. Álvaro manteria viva esta tradição cultural. Avelino Cunhal - homem de forte personalidade e de sólida cultura humanista, diz quem o conheceu - marcaria profundamente o filho Álvaro. Foi nesses tempos que foi construindo a sua elasticidade mental sem complacência. "Cunhal resiste, com as suas crenças de juventude, até ao século XXI", lembra o jornalista e escritor Pedro Mexia. Já com a mãe, católica fervorosa, a relação era conflituante. Em casa, para provocá-la, o jovem Álvaro chegava a andar de fato-macaco. Um dia convenceu um amigo barbeiro a ensinar-lhe a cortar o cabelo, porque queria ter "uma profissão operária". É conhecido o seu completo desapego aos bens materiais. "Ele poderia ter sido muitas outras coisas, mas abraçou um ideal, uma convicção e levou até ao fim a sua luta", lembra a deputada do PCP Odete Santos. Álvaro Cunhal frequentou a escola primária mas abandonou logo ao fim do primeiro dia de aulas. Passou a ser directamente ensinado pelo pai - que aceitou o acto de rebeldia - na casa das cercanias da Serra da Estrela. Com onze anos Cunhal mudou-se com a família para Lisboa, onde fez os seus estudos secundários no liceu Pedro Nunes e, mais tarde, no liceu Camões. Álvaro Cunhal iniciou a sua actividade revolucionária quando estudante na Faculdade de Direito de Lisboa. Aí começava a nascer aquele que, mais tarde, haveria de se afirmar como o símbolo da resistência ao Estado Novo e o principal inimigo político do salazarismo. De certa forma, a história de Álvaro Cunhal confunde-se com a história de Salazar. Como uma fera em vigilância, desde muito novo que Cunhal participou no movimento associativo e, em 1934, foi eleito representante dos estudantes no Senado Universitário. Passa a ser militante da Federação da Juventude Comunista Portuguesa (FJCP), sendo eleito seu secretário-geral em 1935, ano em que passa à clandestinidade e participa, em Moscovo, no VI Congresso Internacional Juvenil Comunista. Foi membro do Partido Comunista Português (PCP) desde 1931. "Destaco a sua firmeza. Não é intransigência - é firmeza. Tendo determinado objectivo, era um homem que não claudicava. É a firmeza nascida de uma grande clareza sobre o futuro do mundo", diz Odete Santos. "Che Guevara foi co-autor de algumas execuções sumárias lamentáveis, mas apesar de tudo foi um homem que deu a vida pelos valores em que acreditava. Álvaro Cunhal é uma personagem da mesma têmpera", afirma, por sua vez, João Soares, deputado do PS. Preso em 1937 e 1940 e submetido a torturas, Cunhal voltou imediatamente à luta logo que libertado depois de alguns meses de prisão. Participou na reorganização do PCP, em 1940/1941. Vivendo de novo na clandestinidade, foi membro do Secretariado de 1942 a 1949. Preso de novo nesse ano, fez no tribunal uma severa acusação à ditadura fascista e a defesa da política do partido. Condenado, permanece 11 anos seguidos na cadeia, quase oito dos quais em completo isolamento. "Em relação a ele sempre senti um misto de respeito mas também de temor. Havia o peso da sua vida heróica, o peso da sua inteligência, da sua dimensão ideológica", diz Odete Santos. "Ainda me esmaga a imagem do Álvaro Cunhal." Em 3 de Janeiro de 1960 evadiu-se da prisão-fortaleza de Peniche com um grupo de destacados militantes comunistas. Bem vistas as coisas, Álvaro Cunhal foi uma espécie de campeão da sobrevivência. A 25 de Dezembro de 1960 nasceu a sua única filha, Ana Cunhal, fruto da sua relação com Isaura Maria Moreira. De novo chamado ao Secretariado do CC, foi eleito secretário-geral do PCP, em 1961. Desde então, participou em inúmeros congressos, conferências internacionais e encontros com partidos comunistas e outras forças revolucionárias. Em 1968, Cunhal presidiu à conferência dos partidos comunistas da Europa ocidental, o que é revelador da influência que já nessa altura detinha no movimento comunista internacional. No dito encontro, mostrou-se um dos mais firmes apoiantes da invasão da então Checoslováquia pelos tanques do Pacto de Varsóvia, ocorrida nesse mesmo ano. Depois da queda do regime em 25 de Abril de 1974, foi ministro sem pasta dos primeiros quatro Governos Provisórios e eleito deputado à Assembleia Constituinte em 1975 e à Assembleia da República até 1987. Tudo nele sugeria firmeza, solidez, controlo. "Teve uma fidelidade inquebrantável aos valores em que acreditava, mesmo quando eles estavam a ruir por completo", lembra João Soares, deputado do PS. "Mas que se mantém numa linha de grande firmeza, contra ventos e marés. Há aí qualquer coisa de particularmente bonito." Mas há mais. Álvaro Cunhal foi membro do Conselho de Estado de 1982 a 1992. Na aplicação das decisões do XIV Congresso do PCP (1992) relativas à renovação e à nova estrutura de direcção, deixou de ser secretário-geral do PCP e foi eleito pelo Comité Central Presidente do Conselho Nacional do Partido. Em Dezembro de 1996 (no XV Congresso do PCP), extinto o Conselho Nacional do PCP e o cargo de seu Presidente, foi reeleito membro do Comité Central. Além de tudo isto, Álvaro Cunhal tinha muitos outros interesses: era um homem da cultura. "Não sei como é que aquele homem teve horas durante toda a sua vida para lutar duramente, escrever, teorizar e ainda para saber traduzir Shakespeare…", espanta-se Odete Santos. Dos seus escritos destacam-se "Rumo à Vitória", "A Revolução Portuguesa - o passado e o futuro", "O Partido com Paredes de Vidro", "Desenhos da Prisão I e II". Com o pseudónimo de Manuel Tiago, escreve "Até Amanhã, Camaradas", "Cinco Dias, Cinco Noites", "A Estrela de Seis Pontas", "A Casa de Eulália". "É uma grande personalidade com várias facetas notáveis", remata Odete Santos.

terça-feira, junho 27, 2006

Timor Leste , a luta continua !!!





Ao longo de todo este processo que levou a auto-determinação de Timor Leste e todo o período quer anterior a este quer posterior , sempre me fez muita confusão as posições assumidas pela Austrália, que sempre deu a imagem de jogar em dois tabuleiros, sempre tendo como fim os mares de petróleo timorenses. Ao longo do período da vergonhosa presença da Indonésia em Timor , a Austrália sempre foi cúmplice e para escândalo chegou mesmo a assinar acordos de exploração do petróleo de Timor com a Indonésia, ou seja, assumir a anexaçao de Timor como 27ªProvincia Indonésia como dado adquirido. Ao longo de todo este período, também a ONU foi culpada, pois nada fez, e foi preciso esperar tanto tempo para finalmente a ONU assumir o seu papel e finalmente conseguir-se uma solução para Timor. Mas ainda há muito para fazer e pessoalmentre cada vez me faz mais temor este período de instabilidade que está novamente a atravessar a ilha e onde me dá claramente ideia que há pessoas que não estão intressadas na estabilidade da ilha. O problema ali parece ser mesmo o petróleo, e era altura de uma vez por todas se acabar com o neo-colonialismo que a Austrália vem tentando a anos em Timor. Por um Timor Livre , e em progresso !!!






terça-feira, junho 13, 2006

terça-feira, junho 06, 2006

Os fogos , sempre os fogos !!!

Aos primeiros dias de calor, já estão de volta os malogrados fogos, uma verdadeira tragédia nacional.Continua, no entanto a ser incompreensível a fraca preparação da nossa Protecção Civil e os meios que tem ao dispor. Só hoje foi possível apagar um fogo que perto de Barcelos, já lavrava a dois dias e para tal foi preciso pedir ajuda a Espanha. Verdadeiramente delirante, uma vez que este era o único fogo de grandes dimensões no nosso país e não se percebe bem onde estão os nossos meios aéreos. Bonito, bonito foi ver o secretário da administração interna ser deixado a falar sozinho pelos populares, que exaustos, há dois dias combatiam os fogose não tavam com paciencia para aturar as desculpas da treta dos nossos governantes. Muitos mais deviam fazer-lhes o mesmo e só é pena que quando se chegue as eleições a tendência não mude , e o bloco central acabe sempre por levar a cruzinha.

Que pena !!!


Acho muito boa esta fotografia. Ela representa a tristeza de um jogador ucraniano, que acabara de perder a final do europeu sub-21 para a Holanda.O resultado foi 3-0, mas eu como muitos portugueses estavamos a torcer pela Ucrânia.É que este campeonato foi realizado cá em Portugal, e avitória da sua selecção seria um prémio mais que justo, e que ajudaria certamente a matar as saudades de casa, de onde os ucranianos que trabalham, por vezes em péssima condiçoes neste país. São humildes e muitos deles não mereciam ser tratados como são, sendo mais incompreensível ainda, quando o nosso país tem lá fora tantos milhões de imigrantes. A atitude de alguns dos patrões portugueses envergonham-me...

segunda-feira, maio 29, 2006

Sinto muita actualidade nisto

"Há nos confins da Ibéria um povo que nem se governa nem se deixa governar" - Gaius Julius Caesar(100-44 a.c)